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Ciclo de palestras sobre Bullying
25/05/2018 13h32 - Atualizado em 29/08/2018 10h52

Na última semana, o presidente Michel Temer sancionou a lei de combate ao bullying nas escolas. O texto altera um trecho da Lei 9.394, de 1996. Por essa lei, foi determinada a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para implementar ações de prevenção e solução do problema, assim como a orientação de pais e familiares, para identificar vítimas e agressores. As escolas deverão adotar medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, especialmente a “intimidação sistemática (bullying)”.

Em Goiás, as escolas da rede pública já adotam diversas medidas no sentido de combater essa violência. Uma dessas ações é o ciclo de palestras “Bullying não é legal”, que foi promovido pelo Centro de Ensino em Período Integral Juvenal José Pedroso, em Goiânia.

Na sexta-feira (18/5) foi realizada a última palestra do ciclo, conduzida pelo policial militar José Moacir Cabral. Durante os três encontros foram abordados os aspectos emocionais, as causas e as consequências desse tipo de violência, além de como identificar e as formas de denunciar. A palestra foi voltada para todos: quem pratica, quem sofre, e quem assiste calado.

“A vítima dificilmente tem condições de denunciar, por medo, às vezes. E outros testemunham e também se calam. Essa conversa busca encorajar a vítima e as testemunhas a denunciarem a agressão, que só vai parar quando a escola tomar conhecimento. Muitas vezes, a vítima acha que é culpada por aquele ato, mas nós reforçamos que ela não tem qualquer culpa”, afirmou o policial.

Ele ressaltou que a escola deve gerar um clima de confiança entre alunos, professores e direção. “A escola tem que buscar desenvolver a confiança e o respeito para que ocorra o diálogo. Abrindo o canal de diálogo, eles vão se sentir confortáveis e seguros”, complementou.

Cultura da paz

De acordo com a diretora da unidade, o ciclo de palestras motivou alguns alunos a procurarem a direção. “Logo na segunda palestra, alguns estudantes se sentiram motivados e acionaram a direção para relatar situações em que se sentiam vítimas de bullying. Imediatamente acionamos os envolvidos, os pais dos alunos e uma equipe multiprofissional da Seduce para nos dar apoio. Conversamos com eles e recebemos a promessa de que o problema não continuaria. Acompanhamos isso de perto e não tivemos mais nenhuma reclamação”, disse. A escola também orienta os professores a observar os sinais de que alguma criança ou adolescente esteja sendo vítima.

“Nós percebemos que levar esse debate para alunos de várias idades é o pontapé inicial para contribuirmos no combate à violência e até na prevenção ao suicídio. Quanto mais cedo a gente levar esse assunto para as escolas, mais cedo vamos identificar o problema e conseguir solucionar”, relata a diretora da escola, Divina Eterna Correia Rocha.

Ela explica que o princípio das escolas de tempo integral é formar o cidadão, e que por isso, a sanção para o aluno agressor é a conversa. “Nós fazemos um atendimento com a vítima e também com o agressor, que em muitos casos, acha que aquela agressão verbal era apenas uma brincadeira. Trabalhamos para que ele veja que aquilo é sério e afeta a vida do colega”.

Quando a agressão se torna reincidente e não há sinais de que as agressões vão parar, o caso é encaminhado ao Conselho Tutelar. Desde 2015, apenas dois casos tiveram tal encaminhamento. “Em mais de 90% dos casos, o problema é resolvido na conversa. Nós fazemos de tudo para que aquele aluno perceba e corrija seu erro”, completa Divina.

O professor de Química há mais de 20 anos, Eduardo Calisto Alves, afirma que o Centro de Ensino em Período Integral Juvenal José Pedroso tem feito um trabalho personificado e contínuo, atuando e acompanhando todos os alunos. “O bullying não é atacado de uma vez só. É um trabalho que é feito de forma gradativa e contínua. Já presenciei casos, durante as aulas, que começaram com uma leve brincadeira. Quando percebemos isso, fazemos uso progressivo das ações, começando com a conversa”, afirmou Eduardo.

O ciclo de palestra é realizado desde 2015, sempre durante três sextas-feiras. No final de cada encontro, os alunos fazem cartas, cartazes e escrevem mensagens. Desde então, os relatos de violência têm diminuído. “As palestras reforçam o que a gente pratica durante todo o ano letivo, que é a cultura da paz e do respeito”, finaliza a diretora.

Fonte: Comunicação Setorial da Seduce

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